Novo endereço

12 jan

Depois de tantos meses nesse endereço, o DEU POST finalmente está de cara nova, em uma casinha nova.

O conteúdo sofreu migração em sua totalidade para o endereço samarasouza.com.br.

Assumindo minha identidade, não que eu escondesse antes, mas agora ficou, digamos mais claro, vou continuar com a mesma proposta. O que render um post, vocês encontrarão no DEU POST, agora mais moderno e organizado, fruto de uma parceria com o jornalista Demócrito Garcia, ex- Soda Virtual e atual editor no caderno de esportes do Jornal O Norte.

Feliz com este novo caminho. Espero que agrade!

Grande abraço a todos!

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“O Homem do Futuro”: um filme que tinha tudo pra dar errado

6 set

O filme que vale a pena pagar pra ver se é ruim mesmo

Um homem vestido de astronauta saindo de uma máquina do tempo. O corpo se desmaterializa em vários grãos de areia. Wargner Moura (Tropa de Elite 2) aparece vestido de múmia dizendo: “Calma. Eu quero que você fique absolutamente calmo e confie em mim”. Depois um Wagner Moura com carinha de criança, vestido de príncipe dá um gritinho e desmaia. Ainda tem a Alinne Morais (Fica Comigo Esta Noite) cantando Tempo Perdido (Legião Urbana) em um tom que, definitivamente, ela se esforçou muito para alcançar. Como não achar que esse filme será fracasso?

O filme se passa em 2011 quando Zero (Wagner Moura), um físico frustrado com um amor do passado  Helena (Alinne Morais),  constrói um acelerador de partículas visando criar um tipo de energia revolucionária, mas a câmara na verdade virou uma máquina do tempo. Ele queria voltar ao ano de 1991 para tentar evitar algumas decisões que o fizeram sofrer por amor nos últimos 20 anos. Argumento fraco, eu sei. Mas o conjunto do filme vale a pena conferir.

O roteiro (e direção) de Cláudio Torres (A Mulher Invisível, 2009) foi bem escrito, bem seqüenciado, não deixa ninguém confuso e passa a mensagem de que não se pode mudar o passado. Com idas e vindas, Zero vai entendendo a dinâmica do tempo e observando suas vidas e o rumo que elas tomaram.

Zero, em sua máquina do tempo

Quando pensamos que o filme vai terminar com este clichê moralista, o personagem nos “surpreende” com um final mais inteligente. Afinal, Zero é um físico e, como diz Sheldon da série “The Big Bang Theory”, os físicos sabem de tudo.

Sou suspeita pra falar de Wagner Moura, mas o ator, como sempre, fez um bom trabalho. Em nenhum momento eu lembrei os trejeitos de outro papel que ele tenha feito. Maria Luisa Mendonça também estava ótima. Ela foi de executiva a apresentadora de sarau no filme e fez o dever de casa.

Eu não poderia deixar de falar da maquiagem ou dos efeitos especiais que fizeram Wagner Moura parecer mais jovem, ficou bastante real. Para Maria Luisa Mendonça foi um pouco difícil. Para a mulher é sempre mais complicado parecer mais nova.

Vale a pena conferir. O próximo filme brasileiro que promete é “O Palhaço”, com Selton Mello. Esse é outro ator que não me decepciona.

O Homem do Futuro
Gênero: Comédia romântica (atômica)
Roteiro e direção: Cláudio Torres
Produção: Brasil, 2011 (106 min)
Distribuição: Paramount Pictures
Classificação Indicativa: 10 anos
Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes, Maria Luisa Mendonça.
Em exibição: Sala 4 do Cinespaço

Documentário “Por nossos filhos”: Janete Nakashima, mãe de advogada morta em SP, vem para o lançamento

19 ago

Mãe segura foto de Mércia Nakashima, advogada morta em São Paulo


A mãe da advogada Mércia Nakashima, Janete Nakashima, estará em João Pessoa na próxima sexta (19) para lançamento do documentário Por Nossos Filhos. A produção de 33 minutos traz depoimentos de mães que perderam seus filhos, vítimas de violência. O evento acontecerá a partir das 18h30 na sala Sérgio Bernardes do Hotel Tambaú.

Em maio de 2010, Janete perdeu sua filha, a advogada Mércia Nakashima, 28 anos, que após um almoço em família não foi mais vista pelos familiares e amigos. Depois de 17 dias, seu corpo foi encontrado próximo ao carro da advogada, afogado na represa Nazaré Paulista, interior de São Paulo. O principal acusado pelo assassinato da jovem é o ex-namorado, Mizael Bispo de Souza.

A mãe da jovem advogada se une as outras mães paraibanas para pedir justiça e fortalecer a luta contra a violência. Janete ficou muito feliz com o convite do grupo Mães na Dor e por ver que essas histórias de luta foram documentadas para servirem de exemplos a outras mães. “Dificilmente enxergamos essa união de vítimas da violência, geralmente elas têm medo da repressão ou mergulham num luto profundo sem poder lutar pela impunidade que triplica a dor da perda. Muitas vezes nos vemos sozinhas, mas contar com outras mães, outros parentes de vítimas é muito importante principalmente para nossas questões emocionais”, afirmou Janete.

Também confirmou presença no evento de lançamento do documentário a empresária capixaba, Sandra Cassaro. Ela é filha de Anastácio Cassara, um prefeito de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, que foi assassinado em 1986 pelo próprio vice. Os cinco acusados de participarem do crime foram condenados após 25 anos de morosidade judicial. Hoje, Sandra Cassaro comanda o movimento JUSTIÇA BRASIL e é um exemplo de luta contra a impunidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Consumindo mitos: Amy Winehouse foi só mais uma

27 jul

Sofrimento Solitário

Desde a morte do cantor Michael Jackson percebi um padrão de comportamento da sociedade em relação aos grandes mitos seja da música, da literatura, da atuação, do cinema ou qualquer área artística.  Para a sociedade, os mitos deixam de ser pessoas e passam a ser tratados, consumidos como produtos.

Assisto a documentários sobre a vida de artistas, como o E! True Hollyood History, veiculado no canal fechado E!, e noto com tristeza que a vida dessas pessoas talentosas são consumidas até a morte pelas drogas, sucumbindo muitas vezes por suicídio. Depois de mortos são reconhecidos como pessoas. Editoriais salpicam em toda a imprensa, em primeira página, a agonia em que viveram nos últimos dias de vida. Como foram explorados por agentes, empresários e até pela própria família.

A carreira de sucesso que começa muito cedo, a exemplo de Michael Jackson que, aos cinco anos de idade, era obrigado a dormir no mesmo quarto dos irmãos adolescentes durante as turnês. Os irmãos curtiam a vida com mulheres e drogas na frente do irmão. Mas não importava, afinal, no outro dia, The Jackson Five tinham que cantar e cumprir agenda de shows.

Não esqueço o depoimento do médico que cuidava de Michael Jackson relatando as doses cavalares de remédio para dor que o ídolo consumia, antes de morrer em 2009. Que dor era essa, que nunca passava com os remédios mais fortes do mercado? Tomar anestésicos para dormir revelava uma agonia que ninguém enxergou, até sua morte. Quantos fãs surgiram em frente a Neverland para homenageá-lo, cantando Thriller, Black or White, vestindo suas roupas e dançando, aos prantos. Mas durante décadas envolto no mais profundo esquecimento, ninguém lembrava do mito. Foi consumido, como um brinquedo ou roupa que saiu de moda.

Se a cantora Amy Winehouse, não é mais um exemplo desse consumo da sociedade em relação a seus ídolos, então não sei mais o que seria. Quantas vezes li em blogs como o de Zeca Camargo ou mesmo em redes sociais de editores de cadernos de cultura locais, os comentários deles aos assistirem aos shows de Winehouse, achando normal a cantora ter paranoias no palco, cair e esquecer as letras. “Quem quiser ver performance que vá assistir a um show da Beyonce. Amy Winehouse é isso mesmo”, dizia um colunista.

Amy Winehouse, o anjo do papai

“Boa noite meu anjo, durma bem”, disse o pai da cantora em seu enterro. Quando foi que o anjo desse pai se tornou esse produto a ser consumido até o final da vida? E a partir de que momento esse anjo só era sucesso, se desse vexame nos shows? Muitos dizem, achando que conheciam a cantora que ela não queria sair daquela vida. Não foi o que a dona de um pub, em Londres declarou após a morte da cliente fiel: “Amy pediu para que eu, não importa o que ela dissesse, não vendesse mais bebida para ela porque havia largado o vício”. Ela estava tentando sim, mas droga não é só questão de decisão, todos nós sabemos.

Talento consumido, Amy Winehouse (1983-2011)

Mas não importa! O “gancho” das editorias é que ela se tornou o nono elemento do clube mórbido dos mitos que morreram aos 27 anos, o “clube dos 27”. Ainda existe o “clube dos jotas” (Jimi Hendrix, Jim Morrisson, Janis Joplin) que, além da coincidência da letra, também morreram aos 27. Uma lenda que ronda o cenário do rock desde 1970. A morte desses talentos em sua maioria por overdose e suicídio são apenas números e significam a perda de um produto que gera mais novidades. As obras póstumas ou os últimos discos de sucesso ainda estarão nas prateleiras por um tempo, mas a validade do produto já se extinguiu.  Ainda se fala em legado, marcas, mitos, mas eles se foram e não poderão mais ser nada disso. Quem será o próximo produto da estação, da moda? E quanto tempo vai durar?

“A Felicidade dos Peixes” é novo curta de Arthur Lins

30 mar

Cartaz de "A felicidade dos peixes"

Nesta quarta-feira, as 20h30, na Usina Cultural Energisa, o Tintin Cineclube promove mais um Assacine, sessão de lançamento de filmes em João Pessoa. Desta vez, serão lançados duas ficções, um curta e um longa metragem, da cooperativa Filmes a Granel .

Entre os cineastas da noite de hoje está Arthur Lins, que lança A Felicidade dos Peixes, [fic, 24′, PB, 2011]. O autor está em seu 5º curta metragem, sendo o primeiro Pálida lua (2003), passando por Boi da Cara Preta, Um fazedor de Filmes (2006), ganhador de sete prêmios incluindo o de melhor filme paraibano no Cineport (2007) e de melhor curta pelo júri popular no Cine Esquema Novo (2007) e o último O Plano do Cachorro, que teve o impulso das premiações de Um Fazedor de Filmes.

O filme A Felicidade dos Peixes, sugere uma observação das tipologias dos peixes de aquário de água doce. Dentre eles, uma televisão de 20’ exibe filmes de faroeste e uma mesa de jantar ostenta uma frondosa cesta de frutas tropicais. Vemos então o mais ordinário de todos os homens, que come, dorme, trabalha, copula e recebe cartas.

Segundo Arthur Lins, A Felicidade dos Peixes é baseado em suas percepções acerca do ambiente e das pessoas que o cercam, além de trazer a tona sua subjetividade.

“A idéia foi tomando corpo a partir de pequenos detalhes que compõem o cotidiano de algumas pessoas que eu convivo, personagens que me interessam por sua dramaticidade contida, que falam em tom menor e passam desapercebidas na fila do supermercado. Ou seja, fugi de personagens mais carismáticos e extravagantes, como no cinema de Almodóvar e Fellini, e me detive em um coadjuvante qualquer de um filme ordinário que passa na televisão de madrugada”, explica Arthur lembrando que nele existia um desejo de fazer um filme quase silencioso, onde quase nada acontece.

Na mesma noite também será lançado o filme Luzeiro Volante, [fic, 70′, PB/CE, 2011], de Tavinho Teixeira. Ambas as produções foram selecionadas para o Festival Cine Esquema Novo, em Porto Alegre, um dos mais importantes festivais de cinema independente do Brasil.

Ao final das exibições acontecerá um debate com os realizadores e equipes dos filmes, além de discotecagem com DJ KFshow. Os ingressos custam, R$ 2,00 inteira, R$ 1,00 meia (estudantes, maiores de 60 anos e abdistas).

História em Quadrinhos: arte, leitura e colecionismo

28 mar

O Workshop oferecido pelo formando Josival Fonseca, do curso de Educação Artística, com Habilitação em Arte Visual da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é feito para qualquer pessoa que se interesse pelo tema, sem limite de idade. Serão sete dias de workshop gratuitos, a começar nesta segunda-feira (28) se estendendo até cinco de abril,  sempre das 19h às 22h. O curso será realizado na sala 405 do Departamento de Comunicação (DECOM) da UFPB e somarão no total 20 horas aulas, com entrega de certificado para quem assistir todas os dias de curso. O workshop é parte do projeto de conclusão de curso do aluno.

O curso não é voltado apenas para aqueles fanáticos em quadrinhos, mas atende várias áreas de interesse como comunicação, letras, história e aceita inscrições de pessoas que não são matriculadas na universidade.

“O workshop era para ser aplicado em uma escola, mas preferi fazer na universidade devido ao tema ser de interesse de diversos estudantes, inclusive profissionais da área de comunicação, artes e história já que faço, em um dos módulos, um panorama da trajetória das HQ’s”, disse Josival.

As matrículas estão abertas, com pouco mais de 10 vagas para o primeiro dia de aulas que começa nesta segunda-feira. Os alunos não precisam ter experiência em desenho e nem ser experts em quadrinhos. Serão feitos alguns exercícios durante o curso por isso os participantes devem levar lápis grafite, caneta preta, borracha, tesoura, pincel atômico preto e lápis de cor.

“Não exigirei muito dos alunos, só darei algumas noções. Levarei alguns quadrinhos prontos com balões para exercitar a criação e pedirei alguns desenhos, nada muito complicado. Qualquer pessoa pode  fazer. Ao mesmo tempo sairá com um conteúdo rico no assunto”, convida Josival.

Tentarei aparecer no workshop já que ele tem o meu perfil: alguém que gostaria de se aprofundar em quadrinhos, mas só leu turma da mônica, para atuar profissionalmente e para entender este mundo que tanto fascina pessoas no mundo inteiro. O conteúdo, como pode ser visto no cartaz de divulgação é muito interessante e tem bastante teoria. Imagina a monografia desse cara.


Eu quero é Vida Real

26 mar

A arte de João Faissal no anúncio

Desde a arte do anuncio criado por João Faissal, já é possível notar a veia artística da Loja Vida Real. O próprio nome não poderia ficar de fora da arte, por isso deu origem ao Manifesto da Vida Real, uma espécie de poema à vida, impresso em um cartão que é entregue a todos que visitam a loja. De acordo com o manifesto, a vida precisa ser criativa e acima de tudo vivida ao máximo.

Cores vivas nas paredes, música alternativa para ouvir e estantes com designer moderninho lotadas de enfeites, decorações, trecos e artigos para casa. É o tipo de loja que você entra quando não está precisando de nada, só para olhar! Mas de repente várias coisas se tornam essenciais e precisam ser compradas.

Sala de televisão para cinéfilos

Foi assim que conheci a Loja Vida Real, localizada no Mag Shopping. Me apaixonei logo de cara pela estante com temática voltada para o cinema. Bloquinhos, caixinhas, objetos decorativos com estampa de filmes clássicos… Queria levar tudo e gosto de sempre de voltar à Vida Real mesmo que seja para dar uma olhadinha nas novidades, que chegam semanalmente.

Entre os produtos da loja fiz um esforço para escolher alguns como preferidos. O problema é que o estoque sempre se renova e outros produtos entram na lista, mas vamos aos indicados.

Vamos estacionar em frente a prateleira sobre cinema. Além dos bloquinhos (que uso bastante), os descansos de copo temáticos tem acabamento perfeito e caem bem para decorar a sala de televisão para receber amigos para um filminho. Os de Wood Allen foram os meus preferidos, com cenas de sua filmografia e retratos dele. Mas também tem os da personagem Amélie Poulain do filme francês “O Fabuloso Destino de Amélie Poulan”, entre outros temas, a exemplo da filmografia de Tim Burton.

Imagina a coleção na sua prateleira.

Conheçi no mínimo 5 meninas loucas por essse filme.

Para quem é apaixonado (a) pelo filme “O fabuloso mundo de Amelie Poulain” a loja vende até aqueles bonequinhos (toys Katkiller), que são lançamento, com a personagem principal do filme. Mas falando em bonequinho, gostei mesmo foi dos Beatles. Da para formar a banda todinha na estante do quarto. Apesar de já terem sido vendidos, você pode fazer encomendas de qualquer produto na loja e é só esperar chegar.

Apesar de ter me focado na estante de cinema, os produtos vendidos vão além da temática. Para enfeitar a cozinha, por exemplo, a criatividade faz dos produtos da loja Vida Real, um atrativo para as pessoas bem humoradas.

Você vai fazer questão de emprestar só para impressionar

As xícaras mágicas que mudam de cor ou recebem recadinhos escritos nas peças com canetinhas especiais são bem divertidas. Para o escritório ou para a escola, também existem opções de acordo com sua personalidade. Um modelo divertido de pen-drives bem engraçados podem fazer sua cabeça. Além de quadros, luminárias, almofadas entre outros objetos dotados de muita criatividade e personalidade.

Otras cositas más!

A única frustação da Loja Vida Real é a sua página no Facebook. Porque depois de ver as fotos dos produtos e se empolgar para comprar, percebe na descrição da foto que o produto está vendido.  Brincadeiras a parte, a Loja Vida Real deixa qualquer quarto, cozinha ou sala mais divertidos, com personalidade e com a sua cara.  Esta blogueira indica uma visitinha, sem arrependimentos. Vocês vão adorar.