Arquivo | março, 2010

Os melhores

17 mar

Foto de internet

Em recente artigo para o Jornal da Paraíba, o escritor Bráulio Tavares fez uma crítica negativa sobre as listas de melhores livros, filmes, lugares entre outras coisas que são distribuídas por especialistas em diferentes meios de comunicação. Normalmente elas surgem no início dos anos, quando os experts das diversas áreas da cultura escolhem os melhores do ano passado.

Particularmente sempre acompanhei essas listas e procurava me informar sobre os itens escolhidos que eu não conhecia e ainda faço isso. Por diversão! Mas Bráulio Tavares comparou algumas listas e pôde perceber que, entre elas, apesar de feitas por especialistas, sequer coincidiam, nem de perto.

Por isso, ele concluía, quem são os especialista? Será que eu deveria me sentir culpada se não assistir a mil filmes antes de morrer, ou ler 100 livros escolhidos por peritos em literatura? Realmente não. O prazer pela leitura, por exemplo, está além de escolher um livro na lista de um especialista. Passa por etapas importantes antes disso.

Nada contra decidir por ler um livro cuja crítica me interessou, o que pretendo com este post é mostrar a delícia de ler um livro por acaso, apenas por ganhar de presente ou se encantar pela capa. Isso mesmo, a capa. Lembro de ter lido um clássico da literatura mundial apenas por gostar da capa que encontrei na biblioteca da escola, oitava série na época. O Retrato de Dorian Gray, do irlandês Oscar Wilde, se tornou o meu predileto e entrou na minha vida assim. Até hoje nenhum outro título mexeu comigo daquele modo.

Outro clássico, por acaso novamente, entrou para minha lista (também tenho uma) de títulos lidos. Ilusões Perdidas, de Balsac (que prometo falar dele em próximo post), me foi presenteado por uma amiga jornalista aqui de João Pessoa. Meu primeiro contato com Ilusões Perdidas, foi em uma rápida passagem pela biblioteca do Espaço Cultural (fechada para reformas há anos), novamente por acaso.

A verdade é que tudo tem uma história, inclusive uma citação de especialista. Poucos livros que vieram de uma lista me impressionaram. E eu tenho títulos impecáveis como os citados acima para comprovar. Mas ninguém resiste conferir a lista de uma personalidade e comparar com a nossa. É um exercício divertido e curioso que não deve significar nada além disso.

Quer conferir uma listinha? Essa lista de filmes, eu me identifiquei bastante e é do Renato Félix, jornalista cultural aqui da terra. Como disse o próprio autor da seleção: “uma lista deliciosamente subjetiva”.  Divirtam-se.

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