Arquivo | janeiro, 2011

Beto Brito lança maior cordel do mundo nesta quinta-feira no Espaço Mundo

20 jan

Imagine as viagens possíveis na peleja de dois repentistas por três anos seguidos, sem interrupção. Talvez nem ai caiba o livro “Bazófias de um cantador pai dégua: o maior cordel do mundo”, de 1.400 estrofes em versos de sete sílabas que ocupam 384 páginas a serem lançadas quinta-feira (20) pelo músico, cordelista e rabequeiro radicado na Paraíba, Beto Brito.

O lançamento será no Espaço Mundo, às 20h, seguido de show na praça Antenor Navarro com participação de Renata Arruda, Escurinho, Oliveira de Panelas, Totonho, Chico Correa, Kiko Guedes, Clã Brasil, Alex Madureira, Adeildo Viera e Guiraiz.

Com o último trabalho lançado em 2007, Beto Brito apresenta agora a publicação do maior cordel do mundo e, ainda este ano, o disco ‘Bazófias do maior cordel do mundo’, com 14 faixas com letras extraídas do próprio cordel. Segundo Beto, a publicação do livro com o maior cordel do mundo é uma tentativa de levar o cordel para prateleiras e espaços onde ele geralmente não tem vez. O artista destaca que o cordel e o repente deixaram um forte legado na cultura nordestina, e que muitos que são, inclusive, influenciados por eles nas suas produções, não lhes dão o valor que merecem.

“Falta a reverência merecida ao cordel. Ele merece estar no pedestal, nas prateleiras ao lado de Graciliano Ramos e outros autores. Precisa estar nas livrarias e  nas escolas, ser mais respeitado e mais estudado”, defendeu Brito, completando que não quer resgatar o cordel, já que cultura não se resgata, está sempre viva, mas quer colaborar para difundir e valorizar esta arte nordestina que deve ser vista com dignidade.

E o que esperar do que pode ser considerado uma obra de arte com várias significações? Beto Brito antecipa que a obra é uma referência aos violeiros. Vai das mentiras filosóficas contadas quando se inicia a peleja e o violeiro conta suas bazófias (pabulagens) para intimidar o “oponente”, até as viagens fantásticas que ambos podem fazer no que daria uns três anos ininterruptos de repente.

Beto conta que escolheu o Espaço Mundo pra fazer o lançamento como forma de valorizar o trabalho que vem sendo feito no local pelo Coletivo Mundo. “Mais que o lançamento do livro, aproveito para fazer uma grande celebração dos 15 anos de carreira e não há lugar onde me sinta melhor para fazer isso, senão no Centro Histórico”.

Para celebrar o lançamento, Beto convidou os artistas Renata Arruda, Escurinho, Oliveira de Panelas, Totonho, Chico Correa, Kiko Guedes, Clã Brasil, Alex Madureira, Adeildo Viera e Guiraiz. O show acontece no palco montado na Praça Antenor Navarro logo após o lançamento do livro no Espaço Mundo.

Fonte: Site Coletivo Mundo

Texto: Renata Escarião

Top 10: os melhores filmes de 2010

16 jan

Todo final de dezembro e início de janeiro é a mesma coisa. A tal da retrospectiva é esperada por todos. Em diversas áreas, como no jornalismo, cultura, cinema e televisão, esta época é quando os especialistas tomam suas anotações e param para lembrar tudo que leram, assistiram, gostaram e odiaram durante o ano que passou.

Mesmo sendo da opinião (como deixei claro no artigo “Os Melhores”) de que essas listinhas de especialistas são apenas divertidas e não devem ser entendidas como as bíblias de nenhuma área, resolvi fazer a minha listinha de filmes de 2010.

Vale salientar, antes que eu seja “apedrejada” por alguns críticos de plantão, que essa listinha de filmes se encontra no universo de filmes vistos por mim. O filme, “Toy Store 3” mesmo, escolhido o melhor filme do ano por Quentin Tarantino, eu ainda não assisti. Mas comparando à listinha dos dez mais do cinéfilo e editor do caderno de cultura do Jornal Correio da Paraíba, Renato Felix, até que não estou tão mal. Vamos à listinha.

1º Lugar: Tropa de Elite 2 (Brasil, 2010)

Qualquer semelhança com a realidade foi mera coincidência. Frase bem acertada para deixar claro que a realidade nua e crua presente do roteiro do filme não teve a intenção de, praticamente citar nomes, mas que sugeriu, sugeriu! Foi uma pena o filme só ter estreado nos cinemas depois das eleições.

2º Lugar: A origem (“Incepcion”, EUA, 2010)

Como disse Arnaldo Jabor em uma entrevista: “Quase ninguém entendeu aquele filme”. Podem até não ter entendido, mas que ficaram sem ar e paralisados durante todo o filme isso é praticamente unanimidade. A confusão criada entre o real e o imaginário foi determinante para deixar o expectador desconcertado.

3º Lugar: A Rede Social (“The Social Network”, EUA, 2010)

Um filme sobre como um nerd ficou milionário ao roubar uma ideia bruta e lapidá-la. É também um retrato da nossa sociedade dependente de exposição e ávida por se relacionar em redes sociais. Além disso, o filme mostra os bastidores de traições e jogos de interesse por traz deste projeto que, inicialmente, não tinha muita ambição.

4º Lugar: Preciosa – Uma história de esperança (“Precious: Based on the Book "Push" by Sapphire”, EUA, 2009)

Só de pensar que a realidade vivida pela protagonista acontece com muita gente em todo o mundo, o filme já vale o ingresso, pelo realismo. O filme impressiona pela capacidade da protagonista de manter a auto-estima em um ambiente totalmente oposto a este estado psicológico. Foi indicado ao Oscar de melhor filme.

5º Lugar: Um Sonho Possível (“The Blind Side”, EUA, 2009)

Sandra Bulock, vencedora do Oscar de melhor atriz pela atuação neste filme alimentou a esperança dos que não acreditam mais em boas ações e, que elas, mudam a vida de uma pessoa. O Filme também recebeu indicação ao Oscar.

6º Lugar: Tudo Pode Dar Certo (“Whatever Works”, EUA, 2009)

Extremamente inteligente, o filme faz uma reflexão sobre relacionamentos, tabus e conceitos que muitas vezes nos surpreendem pelo fato de dar certo.

7º Lugar: Guerra ao Terror (“The Hurt Locker”, EUA, 2009)

Apesar do tema da guerra no Iraque já estar saturado, o filme primou pelo aspecto emocional e psicológico do assunto. Levou a estatueta do Oscar de melhor filme e de melhor diretora para Khatryn Bigelow (ex-mulher de James Cameron que estava concorrendo na mesma categoria, pelo filme Avatar). As cenas de pura adrenalina para desarmar uma bomba e as super câmeras lentas, foram um atrativo a parte.

8º Lugar: As fugitivas (“The Runaways”, EUA, 2010)

Assisti ao filme só para conferir a atuação das protagonistas, por curiosidade. Mas me deparei com uma cinebiografia não só da banda homônima, mas de toda uma geração que começou a ver a mulher com outros olhos. Sexo, Drogas e Rock and Roll? Com certeza estavam presentes! Com menos sexo, mais drogas e muito Rock and Roll.

9º Lugar: Up (Up-Altas aventuras, EUA, 2009)

Uma animação feita para adultos, emotiva e que faz os mais sensíveis derramarem algumas lágrimas. Me incluo entre os chorosos. Ganhou duas estatuetas no Oscar.

10º Lugar: Avatar (EUA, 2009)

Como é característico de James Cameron, o filme impressiona pelos efeitos especiais e pelas bilheterias arrasadoras (a maior da história do cinema). Já o argumento sobre exploração dos recursos naturais do planeta é meio batido, mas alegrou aos ambientalistas e simpatizantes do tema. Foi indicado ao Oscar e ganhou as categorias que realmente eram merecidas (Direçã de arte, Efeitos Especiais, Fotografia).

Eu conheço esse rostinho de algum lugar!

14 jan

Sempre tive boa memória para o que costumo chamar de “cultura inútil”. Às vezes me pergunto por que não gravava as fórmulas matemáticas no colégio, mas lembrava de nomes de filmes, atores e atrizes tão facilmente? Assistia à toda sorte de filmes e não foram poucas as vezes que acontecia de “esse ator não é aquele, daquele filme?” ou “Eu já vi esse rostinho antes”. E foi assistindo ao filme, A Rede Social (“The Social Network”, 2010, David Fincher) que tive mais uma sensação como esta.

Bem, esse garotinho aí em cima é o ator Joseph Mazzello, que interpretou o Dustin Moskovitz no filme do Facebook. Eu confesso que passei boa parte do filme tentando lembrar desse rostinho tão familiar. Pois é, das tardes ociosas dos anos 90, quando me entregava à Sessão da Tarde (eu poderia ter usado este tempo para estudar. Quem sabe eu seria a co-fundadora de alguma coisa hoje?). Bem, depois que consegui lembrar que Joseph Mazzello trabalhou com Elijah Wood (“O Senhor dos Anéis”) no filme “A Força da Ilusão” (“Radio Flyer”, 1992) consegui ver o filme mais tranquila. Lógico, o prazer disso tudo é mostrar a todo mundo a descoberta, quase sempre recebida com a mesma reação pelas pessoas: “Nossa, é mesmo! Como cresceu”.

Outra sensação incômoda de lembrança, que normalmente não me deixa sossegada, aconteceu quando assisti aos três filmes da saga “Twilight” (Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse). Levando-se em conta que a história dos vampirinhos conquistou milhões de pessoas no mundo, realmente talvez eu esteja um pouquinho atrasada, já que somente na última semana resolvi assistir aos três filmes, mas assisti… e novamente, logo nas primeiras cenas notei que conhecia aquele rostinho de algum lugar.

Kristen Stewart era a responsável. De onde eu conhecia aquela atriz? Foi um pouco mais difícil lembrar que ela era a filha da Jodie Foster no filme “O quarto do Pânico” (“Panic Room”, 2002, David Fincher), mas isso se deve ao filme ser mais contemporâneo e não ter ficado registrado no meu imaginário infantil. Confesso que o Google foi determinante para o meu reconhecimento. Mas acho que mereço um desconto já que ela era loirinha e de familiar só tinha a boca e o olhar como sempre intrigante que ela ainda não perdeu. A atriz estará na edição de fevereiro da Vogue.

Já o rostinho de Dakota Fanning não foi difícil reconhecer, quando assisti aos mesmos filmes da saga dos vampirinhos, afinal a atriz só amadureceu seu rostinho angelical. Nos filmes ela atuou como a vampira torturadora, Jane Volturi. A menina já estreou no cinema aos oito anos sendo a mais jovem atriz a ser indicada ao Screen Actors Guild Award pela atuação em “I Am Sam” (“Uma Lição de Amor”, 2001), onde atuou com o consagrado Sean Penn (21 Gramas) e ganhou cerca de cinco premiações. Ela também arrasou no filme “As fugitivas” (“The Runaways”, 2010) que protagonizou com sua colega de saga e futura vampira, Kristen Stewart. Dakota fez o papel de Cherie Currie.

O último rostinho conhecido que me incomodou ao ver um filme foi o de Jerry O’Connel. Esse já faz um tempinho, mas me deu trabalho para lembrar quem era aquele moreno alto e forte tão familiar que apareceu no filme “Pânico 2” (“Scream 2”, 1997). Depois de muito pensar, lembrei que ele era o gordinho do filme “Conta Comigo” (“Stand By Me”, 1986). Quem não tem esse filme como um de seus preferidos quando era criança, não teve infância.

Se você tem alguma experiência como esta, ou tem mais rostinhos familiares para compartilhar, esteja à vontade para comentar. Pois é, cultura inútil também rende postagem aqui no Deu Post.