Arquivo | março, 2011

“A Felicidade dos Peixes” é novo curta de Arthur Lins

30 mar

Cartaz de "A felicidade dos peixes"

Nesta quarta-feira, as 20h30, na Usina Cultural Energisa, o Tintin Cineclube promove mais um Assacine, sessão de lançamento de filmes em João Pessoa. Desta vez, serão lançados duas ficções, um curta e um longa metragem, da cooperativa Filmes a Granel .

Entre os cineastas da noite de hoje está Arthur Lins, que lança A Felicidade dos Peixes, [fic, 24′, PB, 2011]. O autor está em seu 5º curta metragem, sendo o primeiro Pálida lua (2003), passando por Boi da Cara Preta, Um fazedor de Filmes (2006), ganhador de sete prêmios incluindo o de melhor filme paraibano no Cineport (2007) e de melhor curta pelo júri popular no Cine Esquema Novo (2007) e o último O Plano do Cachorro, que teve o impulso das premiações de Um Fazedor de Filmes.

O filme A Felicidade dos Peixes, sugere uma observação das tipologias dos peixes de aquário de água doce. Dentre eles, uma televisão de 20’ exibe filmes de faroeste e uma mesa de jantar ostenta uma frondosa cesta de frutas tropicais. Vemos então o mais ordinário de todos os homens, que come, dorme, trabalha, copula e recebe cartas.

Segundo Arthur Lins, A Felicidade dos Peixes é baseado em suas percepções acerca do ambiente e das pessoas que o cercam, além de trazer a tona sua subjetividade.

“A idéia foi tomando corpo a partir de pequenos detalhes que compõem o cotidiano de algumas pessoas que eu convivo, personagens que me interessam por sua dramaticidade contida, que falam em tom menor e passam desapercebidas na fila do supermercado. Ou seja, fugi de personagens mais carismáticos e extravagantes, como no cinema de Almodóvar e Fellini, e me detive em um coadjuvante qualquer de um filme ordinário que passa na televisão de madrugada”, explica Arthur lembrando que nele existia um desejo de fazer um filme quase silencioso, onde quase nada acontece.

Na mesma noite também será lançado o filme Luzeiro Volante, [fic, 70′, PB/CE, 2011], de Tavinho Teixeira. Ambas as produções foram selecionadas para o Festival Cine Esquema Novo, em Porto Alegre, um dos mais importantes festivais de cinema independente do Brasil.

Ao final das exibições acontecerá um debate com os realizadores e equipes dos filmes, além de discotecagem com DJ KFshow. Os ingressos custam, R$ 2,00 inteira, R$ 1,00 meia (estudantes, maiores de 60 anos e abdistas).

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História em Quadrinhos: arte, leitura e colecionismo

28 mar

O Workshop oferecido pelo formando Josival Fonseca, do curso de Educação Artística, com Habilitação em Arte Visual da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é feito para qualquer pessoa que se interesse pelo tema, sem limite de idade. Serão sete dias de workshop gratuitos, a começar nesta segunda-feira (28) se estendendo até cinco de abril,  sempre das 19h às 22h. O curso será realizado na sala 405 do Departamento de Comunicação (DECOM) da UFPB e somarão no total 20 horas aulas, com entrega de certificado para quem assistir todas os dias de curso. O workshop é parte do projeto de conclusão de curso do aluno.

O curso não é voltado apenas para aqueles fanáticos em quadrinhos, mas atende várias áreas de interesse como comunicação, letras, história e aceita inscrições de pessoas que não são matriculadas na universidade.

“O workshop era para ser aplicado em uma escola, mas preferi fazer na universidade devido ao tema ser de interesse de diversos estudantes, inclusive profissionais da área de comunicação, artes e história já que faço, em um dos módulos, um panorama da trajetória das HQ’s”, disse Josival.

As matrículas estão abertas, com pouco mais de 10 vagas para o primeiro dia de aulas que começa nesta segunda-feira. Os alunos não precisam ter experiência em desenho e nem ser experts em quadrinhos. Serão feitos alguns exercícios durante o curso por isso os participantes devem levar lápis grafite, caneta preta, borracha, tesoura, pincel atômico preto e lápis de cor.

“Não exigirei muito dos alunos, só darei algumas noções. Levarei alguns quadrinhos prontos com balões para exercitar a criação e pedirei alguns desenhos, nada muito complicado. Qualquer pessoa pode  fazer. Ao mesmo tempo sairá com um conteúdo rico no assunto”, convida Josival.

Tentarei aparecer no workshop já que ele tem o meu perfil: alguém que gostaria de se aprofundar em quadrinhos, mas só leu turma da mônica, para atuar profissionalmente e para entender este mundo que tanto fascina pessoas no mundo inteiro. O conteúdo, como pode ser visto no cartaz de divulgação é muito interessante e tem bastante teoria. Imagina a monografia desse cara.


Eu quero é Vida Real

26 mar

A arte de João Faissal no anúncio

Desde a arte do anuncio criado por João Faissal, já é possível notar a veia artística da Loja Vida Real. O próprio nome não poderia ficar de fora da arte, por isso deu origem ao Manifesto da Vida Real, uma espécie de poema à vida, impresso em um cartão que é entregue a todos que visitam a loja. De acordo com o manifesto, a vida precisa ser criativa e acima de tudo vivida ao máximo.

Cores vivas nas paredes, música alternativa para ouvir e estantes com designer moderninho lotadas de enfeites, decorações, trecos e artigos para casa. É o tipo de loja que você entra quando não está precisando de nada, só para olhar! Mas de repente várias coisas se tornam essenciais e precisam ser compradas.

Sala de televisão para cinéfilos

Foi assim que conheci a Loja Vida Real, localizada no Mag Shopping. Me apaixonei logo de cara pela estante com temática voltada para o cinema. Bloquinhos, caixinhas, objetos decorativos com estampa de filmes clássicos… Queria levar tudo e gosto de sempre de voltar à Vida Real mesmo que seja para dar uma olhadinha nas novidades, que chegam semanalmente.

Entre os produtos da loja fiz um esforço para escolher alguns como preferidos. O problema é que o estoque sempre se renova e outros produtos entram na lista, mas vamos aos indicados.

Vamos estacionar em frente a prateleira sobre cinema. Além dos bloquinhos (que uso bastante), os descansos de copo temáticos tem acabamento perfeito e caem bem para decorar a sala de televisão para receber amigos para um filminho. Os de Wood Allen foram os meus preferidos, com cenas de sua filmografia e retratos dele. Mas também tem os da personagem Amélie Poulain do filme francês “O Fabuloso Destino de Amélie Poulan”, entre outros temas, a exemplo da filmografia de Tim Burton.

Imagina a coleção na sua prateleira.

Conheçi no mínimo 5 meninas loucas por essse filme.

Para quem é apaixonado (a) pelo filme “O fabuloso mundo de Amelie Poulain” a loja vende até aqueles bonequinhos (toys Katkiller), que são lançamento, com a personagem principal do filme. Mas falando em bonequinho, gostei mesmo foi dos Beatles. Da para formar a banda todinha na estante do quarto. Apesar de já terem sido vendidos, você pode fazer encomendas de qualquer produto na loja e é só esperar chegar.

Apesar de ter me focado na estante de cinema, os produtos vendidos vão além da temática. Para enfeitar a cozinha, por exemplo, a criatividade faz dos produtos da loja Vida Real, um atrativo para as pessoas bem humoradas.

Você vai fazer questão de emprestar só para impressionar

As xícaras mágicas que mudam de cor ou recebem recadinhos escritos nas peças com canetinhas especiais são bem divertidas. Para o escritório ou para a escola, também existem opções de acordo com sua personalidade. Um modelo divertido de pen-drives bem engraçados podem fazer sua cabeça. Além de quadros, luminárias, almofadas entre outros objetos dotados de muita criatividade e personalidade.

Otras cositas más!

A única frustação da Loja Vida Real é a sua página no Facebook. Porque depois de ver as fotos dos produtos e se empolgar para comprar, percebe na descrição da foto que o produto está vendido.  Brincadeiras a parte, a Loja Vida Real deixa qualquer quarto, cozinha ou sala mais divertidos, com personalidade e com a sua cara.  Esta blogueira indica uma visitinha, sem arrependimentos. Vocês vão adorar.

Do belo ao trágico: Salgueiro leva o cinema para a Sapucaí mas faz um desfile desastroso

8 mar

O Início de um belo desfile

Nunca torci tanto por uma escola de samba do Rio de Janeiro que não fosse a Mangueira. Filha de pai carioca e mãe amazonense cresci em meio a uma mistura cultural de samba com boi-bumbá. Sempre fui Mangueira no Carnaval e Caprichoso no Festival Folclórico de Parintins. Mas em 2011, o desfile da Salgueiro com o enredo “Salgueiro apresenta, o Rio no cinema” conquistou meu coração e o de todos na Marquês de Sapucaí.

O carro abre-alas levou à Sapucaí, uma réplica fiel de uma sala antiga de cinema, com cadeiras verdadeiras trazidas de Brasília. No telão do cinema eram exibidas as reações da plateia filmadas ao vivo. O público participou da composição da Escola. Em Parintins a participação da plateia conta pontos para a agremiação. Aos poucos o Carnaval do Rio vai absorvendo este conceito do Festival de Patintins, assim como a técnica dar movimento aos carros alegóricos, que também foi desenvolvida pelos artesãos da ilha no meio do Amazonas.

O desfile retratou grandes filmes gravados utilizando o Rio como cenário, a exemplo de “Madame Satã”, representado pela Escola por um carro alegórico simulando o cabaré do filme, com clientes e concubinas em seu interior. O filme Carlota Joaquina – representado pela ala das baianas, Orfeu e os filmes de Carmen Miranda foram lembrados no desfile. O enredo também retratou as diversas fases do cinema brasileiro como as chanchadas.

270 ritmistas. Com este contingente a bateria relembrou o filme Tropa de Elite e levou os ritmistas a se fantasiarem com a farda do BOPE. Viviane Araújo, rainha da bateria, era o Coronel Nascimento. Muita emoção entre os integrantes da bateria, mulheres chorando de emoção, dava literalmente o tom e o ritmo da Escola e arrepiavam o telespectador.

Segundo informações de sites especializados, o desfile teve um patrocínio de cerca de R$ 5 milhões da Fox Film do Brasil e foi plataforma para o lançamento do filme ‘Rio 3D’, animação produzida pelo diretor de ‘A Era do Gelo’, Carlos Saldanha. Cenas do filme eram projetadas no telão do abre-alas no início do desfile que tinha tudo para dar certo.

A mais bela e problemática alegoria do Salgueiro em 2011

King Kong. Tudo estava encantador, como de fato é o cinema. Mas sucessivos problemas começaram a aparecer. O carnavalesco Renato Lage criou carros alegóricos esplendorosos, luxuosos e … enormes. Sua megalomania foi a causadora do atraso de 10 minutos no desfile do Salgueiro. O carro que trazia um King Kong acoplado à torre da Central do Brasil era gigante e causou um atraso decisivo para a Escola. Os problemas continuaram com o último carro que trazia um lindo Oscar à moda brasileira. Uma Belíssima alegoria que teve problemas para entrar e sair do Sambódromo.

O Oscar brasileiro

Resultado. A bateria nem teve tempo para entrar no recuo, correria de integrantes e organizadores. Até a presidente da Escola, Regina Celi, vendo o sonho do título se tornar um pesadelo, literalmente desceu do salto para tentar amenizar o atraso e comandar aquele caos que se formou. Na dispersão um carro alegórico pegou fogo, alegorias se acumulavam entre integrantes. Ninguém saia do lugar. Caos, choro, decepção e tristeza. O somatório do caos foi igual à perda de um ponto, o que provavelmente tira a escola da briga pelo título.

Até para uma torcedora da Mangueira foi triste. O desfile foi nota 10. Um passeio pela história do cinema brasileiro. Creio ter faltado uma menção a Glauber Rocha, mas nada que tirasse o mérito do enredo. Assisti ao desfile perplexa e acompanhei todo um trabalho primoroso de um ano ser desperdiçado. Meu coração se dividiu em 2011, mas continuo Mangueira e apaixonada por cinema. Resta-me agora torcer pela Mangueira!

Surpresaa! Foi o que faltou no Oscar!

2 mar

Ao contrário do resultado do 83º Academy Awards, o bolão do Deu Post teve um resultado que eu não esperava. Dois palpiteiros fecharam as apostas para o Oscar. Acertaram tudo! Astier Basílio e Renato Felix foram os grandes vencedores da noite do Oscar, assim como o sem sal “O Discurso do Rei”. Alguns devem estar dizendo: mas você votou no filme sem sal. Realmente votei. Ele era o favorito pela crítica mundial, assim como “A Rede Social”. Mas sair da cerimônia como o grande vencedor da noite foi um pouco demais para esta leiga vos escreve.  Falando em filme marcante, o prêmio cobiçado da noite poderia ter ficado com “A Origem” que me fez perder a noção e o fôlego no cinema.

A grande verdade é que a Academia tem medo de se deixar levar pelo novo. Pelo que está fora do clássico. Os palpiteiros do Deu Post, apostaram na tal tradição e acertaram. São grandes entendedores do Oscar, já acompanharam as cerimônias anteriores e realmente é difícil errar, já que a palavra de ordem é ser tradicional. Se eu fosse pelo coração só teria acertado a Natalie Portman e o Christian Bale.

Mas não foram só os resultados que ficaram no patamar do previsível. A própria cerimônia do Oscar carrega o mesmo adjetivo. São 83 anos obedecendo ao mesmo formato, ao mesmo ritual. Até a Santa Missa, deixou de ser rezada com o sacerdote virado de costas para os fiéis, em um crucial momento na história da Igreja. Por que não pode acontecer o mesmo com a cerimônia? Um pouco de modernidade, interatividade, que fosse além do que uma hastag (#oscars) divulgada nas saídas para os intervalos.

Tudo era tão chatinho que a coitada da atriz Anne Hathaway, que apresentou novamente a premiação ao lado do também ator James Franco, teve que suar a camisa, ou melhor, os vestidos para chamar a atenção. Foram oito no total, que eram acompanhados por mudanças no penteado também.  Ela deve ter ficado exausta, assim como os telespectadores, de ver a mesma coisa.  E eu ainda me martirizava por dormir em todas as apresentações do Oscar. Ainda bem que este ano, marquei de ver com uma amiga, que inclusive foi uma das palpiteiras do blog. Acompanhadas de um vinho, Carol Marques e eu, assistimos à cerimônia reclamando de quase tudo. Não é à toa que a audiência televisiva da Cerimônia caiu 7%, em relação ao ano passado, nos Estados Unidos.

Mas fiquei feliz por Natalie Portman e Christian Bale. Foram merecedores, a meu ver, absolutos. Já o Oscar de melhor ator, muitos apostaram na justificativa: Jeff Bridges já ganhou ano passado e a Academia vai dar o prêmio para Colin Firth. Parece até prêmio de consolação. Se fosse por mim, ia passar mais um ano sem ganhar o Oscar. Firth é um ótimo ator que… quase chega lá, sempre. Errei o palpite para atriz coadjuvante. Votei em Amy Adams, mas Melissa Leo também foi ótima. Merecido!

E para diretor eu realmente esperava que fosse David Fincher, por “A Rede Social” ou Christopher Nolan, por “A Origem”. Mas “O discurso do Rei” levou mais uma. Tom Hooper ficou com a estatueta de melhor diretor. Resumo da ópera? Me preparei toda, assisti aos filmes, fiquei acordada desta vez, fiz enquete no blog e … não gostei do geral. Ao menos a Natalie Portman, minha preferida da noite, foi coroada, como bem citou Karoline Zilah, em seu palpite.

Parabéns aos vencedores Astier Basílio e Renato Felix. Pela regra do desempate, quem leva o posto de melhor palpiteiro é Astier, que mandou a resposta primeiro. A brincadeira foi muito proveitosa. Conto com a participação de vocês em outras enquetes. Desculpem a opinião desta blogueira. Parece que eu desmereci a vitória de vocês criticando a Academia tradicionalista e previsível. Mas fui sincera. Vibraria mais se vocês errassem tudo e o Oscar fosse uma grande surpresa. Menos a Natalie Portman, claro.