Arquivo | Cinema RSS feed for this section

“O Homem do Futuro”: um filme que tinha tudo pra dar errado

6 set

O filme que vale a pena pagar pra ver se é ruim mesmo

Um homem vestido de astronauta saindo de uma máquina do tempo. O corpo se desmaterializa em vários grãos de areia. Wargner Moura (Tropa de Elite 2) aparece vestido de múmia dizendo: “Calma. Eu quero que você fique absolutamente calmo e confie em mim”. Depois um Wagner Moura com carinha de criança, vestido de príncipe dá um gritinho e desmaia. Ainda tem a Alinne Morais (Fica Comigo Esta Noite) cantando Tempo Perdido (Legião Urbana) em um tom que, definitivamente, ela se esforçou muito para alcançar. Como não achar que esse filme será fracasso?

O filme se passa em 2011 quando Zero (Wagner Moura), um físico frustrado com um amor do passado  Helena (Alinne Morais),  constrói um acelerador de partículas visando criar um tipo de energia revolucionária, mas a câmara na verdade virou uma máquina do tempo. Ele queria voltar ao ano de 1991 para tentar evitar algumas decisões que o fizeram sofrer por amor nos últimos 20 anos. Argumento fraco, eu sei. Mas o conjunto do filme vale a pena conferir.

O roteiro (e direção) de Cláudio Torres (A Mulher Invisível, 2009) foi bem escrito, bem seqüenciado, não deixa ninguém confuso e passa a mensagem de que não se pode mudar o passado. Com idas e vindas, Zero vai entendendo a dinâmica do tempo e observando suas vidas e o rumo que elas tomaram.

Zero, em sua máquina do tempo

Quando pensamos que o filme vai terminar com este clichê moralista, o personagem nos “surpreende” com um final mais inteligente. Afinal, Zero é um físico e, como diz Sheldon da série “The Big Bang Theory”, os físicos sabem de tudo.

Sou suspeita pra falar de Wagner Moura, mas o ator, como sempre, fez um bom trabalho. Em nenhum momento eu lembrei os trejeitos de outro papel que ele tenha feito. Maria Luisa Mendonça também estava ótima. Ela foi de executiva a apresentadora de sarau no filme e fez o dever de casa.

Eu não poderia deixar de falar da maquiagem ou dos efeitos especiais que fizeram Wagner Moura parecer mais jovem, ficou bastante real. Para Maria Luisa Mendonça foi um pouco difícil. Para a mulher é sempre mais complicado parecer mais nova.

Vale a pena conferir. O próximo filme brasileiro que promete é “O Palhaço”, com Selton Mello. Esse é outro ator que não me decepciona.

O Homem do Futuro
Gênero: Comédia romântica (atômica)
Roteiro e direção: Cláudio Torres
Produção: Brasil, 2011 (106 min)
Distribuição: Paramount Pictures
Classificação Indicativa: 10 anos
Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes, Maria Luisa Mendonça.
Em exibição: Sala 4 do Cinespaço

Anúncios

“A Felicidade dos Peixes” é novo curta de Arthur Lins

30 mar

Cartaz de "A felicidade dos peixes"

Nesta quarta-feira, as 20h30, na Usina Cultural Energisa, o Tintin Cineclube promove mais um Assacine, sessão de lançamento de filmes em João Pessoa. Desta vez, serão lançados duas ficções, um curta e um longa metragem, da cooperativa Filmes a Granel .

Entre os cineastas da noite de hoje está Arthur Lins, que lança A Felicidade dos Peixes, [fic, 24′, PB, 2011]. O autor está em seu 5º curta metragem, sendo o primeiro Pálida lua (2003), passando por Boi da Cara Preta, Um fazedor de Filmes (2006), ganhador de sete prêmios incluindo o de melhor filme paraibano no Cineport (2007) e de melhor curta pelo júri popular no Cine Esquema Novo (2007) e o último O Plano do Cachorro, que teve o impulso das premiações de Um Fazedor de Filmes.

O filme A Felicidade dos Peixes, sugere uma observação das tipologias dos peixes de aquário de água doce. Dentre eles, uma televisão de 20’ exibe filmes de faroeste e uma mesa de jantar ostenta uma frondosa cesta de frutas tropicais. Vemos então o mais ordinário de todos os homens, que come, dorme, trabalha, copula e recebe cartas.

Segundo Arthur Lins, A Felicidade dos Peixes é baseado em suas percepções acerca do ambiente e das pessoas que o cercam, além de trazer a tona sua subjetividade.

“A idéia foi tomando corpo a partir de pequenos detalhes que compõem o cotidiano de algumas pessoas que eu convivo, personagens que me interessam por sua dramaticidade contida, que falam em tom menor e passam desapercebidas na fila do supermercado. Ou seja, fugi de personagens mais carismáticos e extravagantes, como no cinema de Almodóvar e Fellini, e me detive em um coadjuvante qualquer de um filme ordinário que passa na televisão de madrugada”, explica Arthur lembrando que nele existia um desejo de fazer um filme quase silencioso, onde quase nada acontece.

Na mesma noite também será lançado o filme Luzeiro Volante, [fic, 70′, PB/CE, 2011], de Tavinho Teixeira. Ambas as produções foram selecionadas para o Festival Cine Esquema Novo, em Porto Alegre, um dos mais importantes festivais de cinema independente do Brasil.

Ao final das exibições acontecerá um debate com os realizadores e equipes dos filmes, além de discotecagem com DJ KFshow. Os ingressos custam, R$ 2,00 inteira, R$ 1,00 meia (estudantes, maiores de 60 anos e abdistas).

Eu quero é Vida Real

26 mar

A arte de João Faissal no anúncio

Desde a arte do anuncio criado por João Faissal, já é possível notar a veia artística da Loja Vida Real. O próprio nome não poderia ficar de fora da arte, por isso deu origem ao Manifesto da Vida Real, uma espécie de poema à vida, impresso em um cartão que é entregue a todos que visitam a loja. De acordo com o manifesto, a vida precisa ser criativa e acima de tudo vivida ao máximo.

Cores vivas nas paredes, música alternativa para ouvir e estantes com designer moderninho lotadas de enfeites, decorações, trecos e artigos para casa. É o tipo de loja que você entra quando não está precisando de nada, só para olhar! Mas de repente várias coisas se tornam essenciais e precisam ser compradas.

Sala de televisão para cinéfilos

Foi assim que conheci a Loja Vida Real, localizada no Mag Shopping. Me apaixonei logo de cara pela estante com temática voltada para o cinema. Bloquinhos, caixinhas, objetos decorativos com estampa de filmes clássicos… Queria levar tudo e gosto de sempre de voltar à Vida Real mesmo que seja para dar uma olhadinha nas novidades, que chegam semanalmente.

Entre os produtos da loja fiz um esforço para escolher alguns como preferidos. O problema é que o estoque sempre se renova e outros produtos entram na lista, mas vamos aos indicados.

Vamos estacionar em frente a prateleira sobre cinema. Além dos bloquinhos (que uso bastante), os descansos de copo temáticos tem acabamento perfeito e caem bem para decorar a sala de televisão para receber amigos para um filminho. Os de Wood Allen foram os meus preferidos, com cenas de sua filmografia e retratos dele. Mas também tem os da personagem Amélie Poulain do filme francês “O Fabuloso Destino de Amélie Poulan”, entre outros temas, a exemplo da filmografia de Tim Burton.

Imagina a coleção na sua prateleira.

Conheçi no mínimo 5 meninas loucas por essse filme.

Para quem é apaixonado (a) pelo filme “O fabuloso mundo de Amelie Poulain” a loja vende até aqueles bonequinhos (toys Katkiller), que são lançamento, com a personagem principal do filme. Mas falando em bonequinho, gostei mesmo foi dos Beatles. Da para formar a banda todinha na estante do quarto. Apesar de já terem sido vendidos, você pode fazer encomendas de qualquer produto na loja e é só esperar chegar.

Apesar de ter me focado na estante de cinema, os produtos vendidos vão além da temática. Para enfeitar a cozinha, por exemplo, a criatividade faz dos produtos da loja Vida Real, um atrativo para as pessoas bem humoradas.

Você vai fazer questão de emprestar só para impressionar

As xícaras mágicas que mudam de cor ou recebem recadinhos escritos nas peças com canetinhas especiais são bem divertidas. Para o escritório ou para a escola, também existem opções de acordo com sua personalidade. Um modelo divertido de pen-drives bem engraçados podem fazer sua cabeça. Além de quadros, luminárias, almofadas entre outros objetos dotados de muita criatividade e personalidade.

Otras cositas más!

A única frustação da Loja Vida Real é a sua página no Facebook. Porque depois de ver as fotos dos produtos e se empolgar para comprar, percebe na descrição da foto que o produto está vendido.  Brincadeiras a parte, a Loja Vida Real deixa qualquer quarto, cozinha ou sala mais divertidos, com personalidade e com a sua cara.  Esta blogueira indica uma visitinha, sem arrependimentos. Vocês vão adorar.

Surpresaa! Foi o que faltou no Oscar!

2 mar

Ao contrário do resultado do 83º Academy Awards, o bolão do Deu Post teve um resultado que eu não esperava. Dois palpiteiros fecharam as apostas para o Oscar. Acertaram tudo! Astier Basílio e Renato Felix foram os grandes vencedores da noite do Oscar, assim como o sem sal “O Discurso do Rei”. Alguns devem estar dizendo: mas você votou no filme sem sal. Realmente votei. Ele era o favorito pela crítica mundial, assim como “A Rede Social”. Mas sair da cerimônia como o grande vencedor da noite foi um pouco demais para esta leiga vos escreve.  Falando em filme marcante, o prêmio cobiçado da noite poderia ter ficado com “A Origem” que me fez perder a noção e o fôlego no cinema.

A grande verdade é que a Academia tem medo de se deixar levar pelo novo. Pelo que está fora do clássico. Os palpiteiros do Deu Post, apostaram na tal tradição e acertaram. São grandes entendedores do Oscar, já acompanharam as cerimônias anteriores e realmente é difícil errar, já que a palavra de ordem é ser tradicional. Se eu fosse pelo coração só teria acertado a Natalie Portman e o Christian Bale.

Mas não foram só os resultados que ficaram no patamar do previsível. A própria cerimônia do Oscar carrega o mesmo adjetivo. São 83 anos obedecendo ao mesmo formato, ao mesmo ritual. Até a Santa Missa, deixou de ser rezada com o sacerdote virado de costas para os fiéis, em um crucial momento na história da Igreja. Por que não pode acontecer o mesmo com a cerimônia? Um pouco de modernidade, interatividade, que fosse além do que uma hastag (#oscars) divulgada nas saídas para os intervalos.

Tudo era tão chatinho que a coitada da atriz Anne Hathaway, que apresentou novamente a premiação ao lado do também ator James Franco, teve que suar a camisa, ou melhor, os vestidos para chamar a atenção. Foram oito no total, que eram acompanhados por mudanças no penteado também.  Ela deve ter ficado exausta, assim como os telespectadores, de ver a mesma coisa.  E eu ainda me martirizava por dormir em todas as apresentações do Oscar. Ainda bem que este ano, marquei de ver com uma amiga, que inclusive foi uma das palpiteiras do blog. Acompanhadas de um vinho, Carol Marques e eu, assistimos à cerimônia reclamando de quase tudo. Não é à toa que a audiência televisiva da Cerimônia caiu 7%, em relação ao ano passado, nos Estados Unidos.

Mas fiquei feliz por Natalie Portman e Christian Bale. Foram merecedores, a meu ver, absolutos. Já o Oscar de melhor ator, muitos apostaram na justificativa: Jeff Bridges já ganhou ano passado e a Academia vai dar o prêmio para Colin Firth. Parece até prêmio de consolação. Se fosse por mim, ia passar mais um ano sem ganhar o Oscar. Firth é um ótimo ator que… quase chega lá, sempre. Errei o palpite para atriz coadjuvante. Votei em Amy Adams, mas Melissa Leo também foi ótima. Merecido!

E para diretor eu realmente esperava que fosse David Fincher, por “A Rede Social” ou Christopher Nolan, por “A Origem”. Mas “O discurso do Rei” levou mais uma. Tom Hooper ficou com a estatueta de melhor diretor. Resumo da ópera? Me preparei toda, assisti aos filmes, fiquei acordada desta vez, fiz enquete no blog e … não gostei do geral. Ao menos a Natalie Portman, minha preferida da noite, foi coroada, como bem citou Karoline Zilah, em seu palpite.

Parabéns aos vencedores Astier Basílio e Renato Felix. Pela regra do desempate, quem leva o posto de melhor palpiteiro é Astier, que mandou a resposta primeiro. A brincadeira foi muito proveitosa. Conto com a participação de vocês em outras enquetes. Desculpem a opinião desta blogueira. Parece que eu desmereci a vitória de vocês criticando a Academia tradicionalista e previsível. Mas fui sincera. Vibraria mais se vocês errassem tudo e o Oscar fosse uma grande surpresa. Menos a Natalie Portman, claro.

Palpiteiros de Plantão: Oscar 2011

27 fev
A estatueta mais cobiçada do cinema mundial

O Deu Post está todo caracterizado em homenagem à 83º Academy Awards, a entrega do Oscar, que acontece na noite desde domingo (27), a partir das 22h, horário de Brasília. E para selar a empolgação pela premiação mais tradicional do cinema mundial, resolvi fazer uma brincadeira, uma espécie de Bolão, com alguns jornalistas de editorias de cultura, alguns apaixonados por cinema, amigos e afins. Pedi para que cada um desse um palpite sobre quem levaria para casa a estatueta do Oscar 2011 nas categorias: Melhor filme, Direção, Melhor atriz e ator, Melhor atriz e ator coadjuvante.

Não existem regras para o Bolão do Deu Post. Quem acertar mais ganha. Se alguém empatar, ganha o título de melhor palpiteiro aquele que acertou a categoria de Melhor Filme. Se o acerto não acontecer ou o empate ainda perdurar, ganha aquele que enviou a resposta primeiro. As respostas chegaram seguindo a seguinte ordem: Astier Basílio, Jimenna Rocha, Ana Felipe, Renato Felix, André Cananéa e Karoline Zilah.

Vale salientar que enviei os pedidos de palpites para muitas pessoas, profissionais ou não. Alguns responderam que não estavam acompanhando os filmes e não poderiam opinar. O que faz algum sentido. Mas desde já, o Deu Post agradece a participação dos simpáticos e queridos por todos nós, que acompanhamos seus textos nos jornais e portais da Paraíba, a exemplo de Astier Basílio, André Cananéa, Renato Felix, Karoline Zilah e Ana Felipe. E também à querida advogada Jimenna Rocha, grande companheira de “bate-volta” nos cinemas locais nos fins de noite. Então vamos aos palpites.

Natalie Portman rouba a cena em Black Swan

13 fev

Cisne Branco e Negro na mesma expressão

Assistir a um filme munido de grande expectativa é sempre um perigo. Ficamos passíveis a se concentrar em achar concordâncias e divergências durante todo o filme, desprezando o próprio envolvimento com o mesmo. Sem ler críticas e despida de qualquer expectativa assisti a Cisne Negro (Black Swan, 2010) dirigido por Darren Aronofsky (Requiem for a Dream, 2010). E ainda sentindo o cheirinho de novo do Cinespaço, escrevo este post.

O que posso começar dizendo é que consegui me despir de expectativa quanto ao filme, o que não aconteceu com a atriz Natalie Portman (Closer, 2008) cotada para ser a grande vencedora da noite do Oscar deste ano pela atuação em Cisne Negro. Não consegui tirar os olhos dela, nem pra ver o filme. Sua respiração ao dançar, sua atuação marcante e até seu físico esquálido roubaram literalmente as cenas. E sim, ela já dançava balet antes, desde criança por isso foi tão precisa.

O filme conta história de Nina Sayers (Portman), uma bailarina obcecada pela perfeição que tentava atender aos anseios da mãe, uma bailarina aposentada que não teve muito destaque na carreira. Frágil e doce, Nina precisou sair de si para interpretar uma nova versão de O Lago dos Cisnes. Na versão, duas irmãs gêmeas se apaixonam pelo mesmo homem e uma (representada pelo cisne negro) rouba o grande amor da outra (o cisne branco).

A angustia constante do filme girava em torno dela. Nina é uma garota mimada, superprotegida, chorona, sofrida e frígida e de dentro dela precisa emergir a vilã, aquela que iria roubar o amor da irmã. Seu perfil como pessoa e bailarina cairiam como uma luva para interpretar o cisne branco, mas seus passos perfeitos e sua personalidade frágil não encaixavam como o cisne negro, sensual, envolvente e maquiavélico.

Nina e suas confusões mentais


Mas Nina, apesar de parecer uma boneca de louça deve ter um dos melhores beijos do cinema já que conseguiu o papel principal do espetáculo depois de lascar uma mordida no professor que tentou lhes roubar um beijo. E os beijos não pararam por aí, mas me recuso a fazer o que milhares de sites e especialistas já fizeram ao dar destaque a cena de sexo com sua rival, a bailarina Lily (Mila Kunis). Foram poucos os que conseguiram ver além de puramente duas mulheres “mandando ver” na cama.

A cena foi além da sensualidade. Além dos efeitos especiais que destacavam o estado psicológico de Nina, cada movimento da cena era regido, como em uma orquestra pela trilha sonora. Ao ouvir a música Opposites Attract (trilha original do filme), composta por Clint Mansell é possível lembrar a marcação da cena sem nem mesmo ver as imagens. Ao final da música só falta Lily dizendo “Sweet Girl”. A música também foi o back ground da entrega do Globo de Ouro 2011 quando Natalie Portman recebeu a estatueta.

O título da música, expressa realmente o proposito da cena, a meu ver. Naquele momento Nina se relacionava com o seu oposto, mesmo sendo outra mulher. A atração por Lyli aflorou pela vontade de Nina em ser como ela. Coisa para sessão de psicanálise, onde realmente é o lugar certo para Nina. Espero não ter ido longe demais nesta interpretação, mas como cinema é arte, nem tudo precisa fazer sentido, como me disse uma amiga.

Atriz Natalie Portman

A identificação com a personagem deve ter causado impacto em muita gente. Creio que existam muitas pessoas com um cisne negro aprisionado querendo bater suas asinhas. Bem, pra mim quando uma atuação chama mais atenção do que o próprio filme ou ele é ruim ou a atriz muito talentosa. Creio que a segunda opção é mais adequada. O rostinho sempre com uma expressão frágil, mal parecia a mesma pessoa ao incarnar o cisne negro. As próprias fotos de divulgação do filme onde Natalie Portam aparece com os olhos negros e os rosto branco não pareceser a mesma atriz. Enfim, foi uma grande atuação.

Dia 27 de fevereiro, quando acontece a cerimônia do 83º Academy Awards (Oscar) esperemos para ver o grande resultado. Ainda não vou apostar em Natalie Portman como melhor atriz porque ainda não assisti às outras concorrentes, mas minha torcida será para essa atriz que conseguiu mostrar que o limiar entre a arte e a vida é muito tênue. Muitas vezes não sabemos quando uma precisa acabar para que a outra comece.

Top 10: os melhores filmes de 2010

16 jan

Todo final de dezembro e início de janeiro é a mesma coisa. A tal da retrospectiva é esperada por todos. Em diversas áreas, como no jornalismo, cultura, cinema e televisão, esta época é quando os especialistas tomam suas anotações e param para lembrar tudo que leram, assistiram, gostaram e odiaram durante o ano que passou.

Mesmo sendo da opinião (como deixei claro no artigo “Os Melhores”) de que essas listinhas de especialistas são apenas divertidas e não devem ser entendidas como as bíblias de nenhuma área, resolvi fazer a minha listinha de filmes de 2010.

Vale salientar, antes que eu seja “apedrejada” por alguns críticos de plantão, que essa listinha de filmes se encontra no universo de filmes vistos por mim. O filme, “Toy Store 3” mesmo, escolhido o melhor filme do ano por Quentin Tarantino, eu ainda não assisti. Mas comparando à listinha dos dez mais do cinéfilo e editor do caderno de cultura do Jornal Correio da Paraíba, Renato Felix, até que não estou tão mal. Vamos à listinha.

1º Lugar: Tropa de Elite 2 (Brasil, 2010)

Qualquer semelhança com a realidade foi mera coincidência. Frase bem acertada para deixar claro que a realidade nua e crua presente do roteiro do filme não teve a intenção de, praticamente citar nomes, mas que sugeriu, sugeriu! Foi uma pena o filme só ter estreado nos cinemas depois das eleições.

2º Lugar: A origem (“Incepcion”, EUA, 2010)

Como disse Arnaldo Jabor em uma entrevista: “Quase ninguém entendeu aquele filme”. Podem até não ter entendido, mas que ficaram sem ar e paralisados durante todo o filme isso é praticamente unanimidade. A confusão criada entre o real e o imaginário foi determinante para deixar o expectador desconcertado.

3º Lugar: A Rede Social (“The Social Network”, EUA, 2010)

Um filme sobre como um nerd ficou milionário ao roubar uma ideia bruta e lapidá-la. É também um retrato da nossa sociedade dependente de exposição e ávida por se relacionar em redes sociais. Além disso, o filme mostra os bastidores de traições e jogos de interesse por traz deste projeto que, inicialmente, não tinha muita ambição.

4º Lugar: Preciosa – Uma história de esperança (“Precious: Based on the Book "Push" by Sapphire”, EUA, 2009)

Só de pensar que a realidade vivida pela protagonista acontece com muita gente em todo o mundo, o filme já vale o ingresso, pelo realismo. O filme impressiona pela capacidade da protagonista de manter a auto-estima em um ambiente totalmente oposto a este estado psicológico. Foi indicado ao Oscar de melhor filme.

5º Lugar: Um Sonho Possível (“The Blind Side”, EUA, 2009)

Sandra Bulock, vencedora do Oscar de melhor atriz pela atuação neste filme alimentou a esperança dos que não acreditam mais em boas ações e, que elas, mudam a vida de uma pessoa. O Filme também recebeu indicação ao Oscar.

6º Lugar: Tudo Pode Dar Certo (“Whatever Works”, EUA, 2009)

Extremamente inteligente, o filme faz uma reflexão sobre relacionamentos, tabus e conceitos que muitas vezes nos surpreendem pelo fato de dar certo.

7º Lugar: Guerra ao Terror (“The Hurt Locker”, EUA, 2009)

Apesar do tema da guerra no Iraque já estar saturado, o filme primou pelo aspecto emocional e psicológico do assunto. Levou a estatueta do Oscar de melhor filme e de melhor diretora para Khatryn Bigelow (ex-mulher de James Cameron que estava concorrendo na mesma categoria, pelo filme Avatar). As cenas de pura adrenalina para desarmar uma bomba e as super câmeras lentas, foram um atrativo a parte.

8º Lugar: As fugitivas (“The Runaways”, EUA, 2010)

Assisti ao filme só para conferir a atuação das protagonistas, por curiosidade. Mas me deparei com uma cinebiografia não só da banda homônima, mas de toda uma geração que começou a ver a mulher com outros olhos. Sexo, Drogas e Rock and Roll? Com certeza estavam presentes! Com menos sexo, mais drogas e muito Rock and Roll.

9º Lugar: Up (Up-Altas aventuras, EUA, 2009)

Uma animação feita para adultos, emotiva e que faz os mais sensíveis derramarem algumas lágrimas. Me incluo entre os chorosos. Ganhou duas estatuetas no Oscar.

10º Lugar: Avatar (EUA, 2009)

Como é característico de James Cameron, o filme impressiona pelos efeitos especiais e pelas bilheterias arrasadoras (a maior da história do cinema). Já o argumento sobre exploração dos recursos naturais do planeta é meio batido, mas alegrou aos ambientalistas e simpatizantes do tema. Foi indicado ao Oscar e ganhou as categorias que realmente eram merecidas (Direçã de arte, Efeitos Especiais, Fotografia).