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Top 10: os melhores filmes de 2010

16 jan

Todo final de dezembro e início de janeiro é a mesma coisa. A tal da retrospectiva é esperada por todos. Em diversas áreas, como no jornalismo, cultura, cinema e televisão, esta época é quando os especialistas tomam suas anotações e param para lembrar tudo que leram, assistiram, gostaram e odiaram durante o ano que passou.

Mesmo sendo da opinião (como deixei claro no artigo “Os Melhores”) de que essas listinhas de especialistas são apenas divertidas e não devem ser entendidas como as bíblias de nenhuma área, resolvi fazer a minha listinha de filmes de 2010.

Vale salientar, antes que eu seja “apedrejada” por alguns críticos de plantão, que essa listinha de filmes se encontra no universo de filmes vistos por mim. O filme, “Toy Store 3” mesmo, escolhido o melhor filme do ano por Quentin Tarantino, eu ainda não assisti. Mas comparando à listinha dos dez mais do cinéfilo e editor do caderno de cultura do Jornal Correio da Paraíba, Renato Felix, até que não estou tão mal. Vamos à listinha.

1º Lugar: Tropa de Elite 2 (Brasil, 2010)

Qualquer semelhança com a realidade foi mera coincidência. Frase bem acertada para deixar claro que a realidade nua e crua presente do roteiro do filme não teve a intenção de, praticamente citar nomes, mas que sugeriu, sugeriu! Foi uma pena o filme só ter estreado nos cinemas depois das eleições.

2º Lugar: A origem (“Incepcion”, EUA, 2010)

Como disse Arnaldo Jabor em uma entrevista: “Quase ninguém entendeu aquele filme”. Podem até não ter entendido, mas que ficaram sem ar e paralisados durante todo o filme isso é praticamente unanimidade. A confusão criada entre o real e o imaginário foi determinante para deixar o expectador desconcertado.

3º Lugar: A Rede Social (“The Social Network”, EUA, 2010)

Um filme sobre como um nerd ficou milionário ao roubar uma ideia bruta e lapidá-la. É também um retrato da nossa sociedade dependente de exposição e ávida por se relacionar em redes sociais. Além disso, o filme mostra os bastidores de traições e jogos de interesse por traz deste projeto que, inicialmente, não tinha muita ambição.

4º Lugar: Preciosa – Uma história de esperança (“Precious: Based on the Book "Push" by Sapphire”, EUA, 2009)

Só de pensar que a realidade vivida pela protagonista acontece com muita gente em todo o mundo, o filme já vale o ingresso, pelo realismo. O filme impressiona pela capacidade da protagonista de manter a auto-estima em um ambiente totalmente oposto a este estado psicológico. Foi indicado ao Oscar de melhor filme.

5º Lugar: Um Sonho Possível (“The Blind Side”, EUA, 2009)

Sandra Bulock, vencedora do Oscar de melhor atriz pela atuação neste filme alimentou a esperança dos que não acreditam mais em boas ações e, que elas, mudam a vida de uma pessoa. O Filme também recebeu indicação ao Oscar.

6º Lugar: Tudo Pode Dar Certo (“Whatever Works”, EUA, 2009)

Extremamente inteligente, o filme faz uma reflexão sobre relacionamentos, tabus e conceitos que muitas vezes nos surpreendem pelo fato de dar certo.

7º Lugar: Guerra ao Terror (“The Hurt Locker”, EUA, 2009)

Apesar do tema da guerra no Iraque já estar saturado, o filme primou pelo aspecto emocional e psicológico do assunto. Levou a estatueta do Oscar de melhor filme e de melhor diretora para Khatryn Bigelow (ex-mulher de James Cameron que estava concorrendo na mesma categoria, pelo filme Avatar). As cenas de pura adrenalina para desarmar uma bomba e as super câmeras lentas, foram um atrativo a parte.

8º Lugar: As fugitivas (“The Runaways”, EUA, 2010)

Assisti ao filme só para conferir a atuação das protagonistas, por curiosidade. Mas me deparei com uma cinebiografia não só da banda homônima, mas de toda uma geração que começou a ver a mulher com outros olhos. Sexo, Drogas e Rock and Roll? Com certeza estavam presentes! Com menos sexo, mais drogas e muito Rock and Roll.

9º Lugar: Up (Up-Altas aventuras, EUA, 2009)

Uma animação feita para adultos, emotiva e que faz os mais sensíveis derramarem algumas lágrimas. Me incluo entre os chorosos. Ganhou duas estatuetas no Oscar.

10º Lugar: Avatar (EUA, 2009)

Como é característico de James Cameron, o filme impressiona pelos efeitos especiais e pelas bilheterias arrasadoras (a maior da história do cinema). Já o argumento sobre exploração dos recursos naturais do planeta é meio batido, mas alegrou aos ambientalistas e simpatizantes do tema. Foi indicado ao Oscar e ganhou as categorias que realmente eram merecidas (Direçã de arte, Efeitos Especiais, Fotografia).

Eu conheço esse rostinho de algum lugar!

14 jan

Sempre tive boa memória para o que costumo chamar de “cultura inútil”. Às vezes me pergunto por que não gravava as fórmulas matemáticas no colégio, mas lembrava de nomes de filmes, atores e atrizes tão facilmente? Assistia à toda sorte de filmes e não foram poucas as vezes que acontecia de “esse ator não é aquele, daquele filme?” ou “Eu já vi esse rostinho antes”. E foi assistindo ao filme, A Rede Social (“The Social Network”, 2010, David Fincher) que tive mais uma sensação como esta.

Bem, esse garotinho aí em cima é o ator Joseph Mazzello, que interpretou o Dustin Moskovitz no filme do Facebook. Eu confesso que passei boa parte do filme tentando lembrar desse rostinho tão familiar. Pois é, das tardes ociosas dos anos 90, quando me entregava à Sessão da Tarde (eu poderia ter usado este tempo para estudar. Quem sabe eu seria a co-fundadora de alguma coisa hoje?). Bem, depois que consegui lembrar que Joseph Mazzello trabalhou com Elijah Wood (“O Senhor dos Anéis”) no filme “A Força da Ilusão” (“Radio Flyer”, 1992) consegui ver o filme mais tranquila. Lógico, o prazer disso tudo é mostrar a todo mundo a descoberta, quase sempre recebida com a mesma reação pelas pessoas: “Nossa, é mesmo! Como cresceu”.

Outra sensação incômoda de lembrança, que normalmente não me deixa sossegada, aconteceu quando assisti aos três filmes da saga “Twilight” (Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse). Levando-se em conta que a história dos vampirinhos conquistou milhões de pessoas no mundo, realmente talvez eu esteja um pouquinho atrasada, já que somente na última semana resolvi assistir aos três filmes, mas assisti… e novamente, logo nas primeiras cenas notei que conhecia aquele rostinho de algum lugar.

Kristen Stewart era a responsável. De onde eu conhecia aquela atriz? Foi um pouco mais difícil lembrar que ela era a filha da Jodie Foster no filme “O quarto do Pânico” (“Panic Room”, 2002, David Fincher), mas isso se deve ao filme ser mais contemporâneo e não ter ficado registrado no meu imaginário infantil. Confesso que o Google foi determinante para o meu reconhecimento. Mas acho que mereço um desconto já que ela era loirinha e de familiar só tinha a boca e o olhar como sempre intrigante que ela ainda não perdeu. A atriz estará na edição de fevereiro da Vogue.

Já o rostinho de Dakota Fanning não foi difícil reconhecer, quando assisti aos mesmos filmes da saga dos vampirinhos, afinal a atriz só amadureceu seu rostinho angelical. Nos filmes ela atuou como a vampira torturadora, Jane Volturi. A menina já estreou no cinema aos oito anos sendo a mais jovem atriz a ser indicada ao Screen Actors Guild Award pela atuação em “I Am Sam” (“Uma Lição de Amor”, 2001), onde atuou com o consagrado Sean Penn (21 Gramas) e ganhou cerca de cinco premiações. Ela também arrasou no filme “As fugitivas” (“The Runaways”, 2010) que protagonizou com sua colega de saga e futura vampira, Kristen Stewart. Dakota fez o papel de Cherie Currie.

O último rostinho conhecido que me incomodou ao ver um filme foi o de Jerry O’Connel. Esse já faz um tempinho, mas me deu trabalho para lembrar quem era aquele moreno alto e forte tão familiar que apareceu no filme “Pânico 2” (“Scream 2”, 1997). Depois de muito pensar, lembrei que ele era o gordinho do filme “Conta Comigo” (“Stand By Me”, 1986). Quem não tem esse filme como um de seus preferidos quando era criança, não teve infância.

Se você tem alguma experiência como esta, ou tem mais rostinhos familiares para compartilhar, esteja à vontade para comentar. Pois é, cultura inútil também rende postagem aqui no Deu Post.

O co-fundador do Facebook é um brasileiro

9 dez

Elenco e seus personagens

Você sabia que Eduardo Saverin, o melhor e talvez único amigo de Marck Zuckerberg, o bilionário fundador da rede social, Facebook, é um brasileiro? São poucas as informações sobre a história de Eduardo, pré-Facebook, que circulam pela Wikipédia e outros sites. Mas o fato dele ter nascido no Brasil, ser considerado um gênio da economia, sem nem chegar aos 30 e ser co-fundador da grande rede, é no mínimo interessante. Aos 26 anos de idade, Eduardo se torna agora mundialmente famoso através do filme “A Rede Social” (The Social Network, EUA, 2010), onde é interpretado pelo ator Andrew Garfield. O filme dirigido por David Fincher (“Clube da Luta”, “Curioso Caso de Benjamin Button”) foi baseado no livro de Ben Mezrich, “Bilionários por Acaso – A Criação do Facebook”, que teve como fonte mais importante ele próprio, o Eduardo.

Nascido no Brasil, Eduardo se mudou para Miami, em 1990. Depois foi para Harvard estudar economia e fazer pós-graduação. Era conhecido, numa das maiores universidades do mundo como o “Eduardo do fundo de hedge (fundo de investimento de alto risco)”. Isso porque em uma “brincadeirinha” com o irmão, investindo em petróleo, ele ganhou 300 mil dólares durante um verão. Desde então ganhou destaque silencioso entre os alunos que o admiravam, mas ainda não o admitiam em nenhum clube social de Harvard.

Ser uma das fontes principais do livro que deu origem ao filme foi uma jogada de mestre de Eduardo, já que foi através da publicação que o mundo conheceu os bastidores do Facebook. No filme, Eduardo saiu como o amigo fiel, já que foi o primeiro investidor financeiro do projeto, quando ele ainda se chamava “The Facebook”. Eduardo doou U$ 1000 para custear a hospedagem do site que futuramente se tornaria o Facebook sob a promessa de ter 30 dos 70% dos lucros da próspera empresa. Com o livro, Eduardo manchou de vez a reputação do genial “criador” da rede que possui hoje 500 milhões de usuários. Agora todos sabem que Marck o traiu levando a maior parte das ações da empresa deixando-o apenas, no final de tudo, com 5% das ações (o que já rende uns bilhões).

Mas Eduardo não nega as origens tupiniquins. Foi um tal de “morde e assopra” no filme que ora dava vontade de matar aquele nerdzinho, estranho, traidor, ora dava pena. Eduardo nas suas declarações para o livro, com certeza aliviou a imagem do “amigo”, pois durante todo o filme, Marck era mostrado como um marginalizado com extrema dificuldade de manter relações sociais (quem diria, a vida tem senso de humor), mas também demonstrou a personalidade compulsiva e perturbada do garoto que levou um fora da namorada, encheu a cara e criou o Facebook na mesma noite.

Gostei tanto do filme que já li o primeiro capítulo gratuito do livro, “Bilionários por Acaso”, que está sendo distribuído nas livrarias. O que mais chamou minha atenção, além de entrar em contato com os bastidores sórdidos da criação do Facebook, foi a destreza do diretor em compactar (mesmo que o filme tenha durado 3 horas) todos os depoimento que o autor do livro conseguiu para escrevê-lo. Além de tornar a história hipnotizante, mesmo porque se alguém piscar naquele filme perde umas duas frases do protagonista. Os trejeitos, a fala rápida e a própria semelhança com Marck, fizeram da atuação de Jesse Eisenberg (“O Clube do Imperador”) digna de reconhecimento.

Na última quinta-feira (02) o filme “A rede social” já teve destaque ganhando prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor ator e melhor roteiro adaptado da Associação Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos. As especulações para o Oscar 2011 já começaram e os críticos de plantão já apostam nas chances do filme ser premiado, já que o reconhecimento dessa associação é um bom indicativo. No mais, vale a pena assistir a história de um nerd perturbado, mas esperto, que roubou a ideia de um colega de Harvard, adaptou, criou o Facebook e virou bilionário.