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O co-fundador do Facebook é um brasileiro

9 dez

Elenco e seus personagens

Você sabia que Eduardo Saverin, o melhor e talvez único amigo de Marck Zuckerberg, o bilionário fundador da rede social, Facebook, é um brasileiro? São poucas as informações sobre a história de Eduardo, pré-Facebook, que circulam pela Wikipédia e outros sites. Mas o fato dele ter nascido no Brasil, ser considerado um gênio da economia, sem nem chegar aos 30 e ser co-fundador da grande rede, é no mínimo interessante. Aos 26 anos de idade, Eduardo se torna agora mundialmente famoso através do filme “A Rede Social” (The Social Network, EUA, 2010), onde é interpretado pelo ator Andrew Garfield. O filme dirigido por David Fincher (“Clube da Luta”, “Curioso Caso de Benjamin Button”) foi baseado no livro de Ben Mezrich, “Bilionários por Acaso – A Criação do Facebook”, que teve como fonte mais importante ele próprio, o Eduardo.

Nascido no Brasil, Eduardo se mudou para Miami, em 1990. Depois foi para Harvard estudar economia e fazer pós-graduação. Era conhecido, numa das maiores universidades do mundo como o “Eduardo do fundo de hedge (fundo de investimento de alto risco)”. Isso porque em uma “brincadeirinha” com o irmão, investindo em petróleo, ele ganhou 300 mil dólares durante um verão. Desde então ganhou destaque silencioso entre os alunos que o admiravam, mas ainda não o admitiam em nenhum clube social de Harvard.

Ser uma das fontes principais do livro que deu origem ao filme foi uma jogada de mestre de Eduardo, já que foi através da publicação que o mundo conheceu os bastidores do Facebook. No filme, Eduardo saiu como o amigo fiel, já que foi o primeiro investidor financeiro do projeto, quando ele ainda se chamava “The Facebook”. Eduardo doou U$ 1000 para custear a hospedagem do site que futuramente se tornaria o Facebook sob a promessa de ter 30 dos 70% dos lucros da próspera empresa. Com o livro, Eduardo manchou de vez a reputação do genial “criador” da rede que possui hoje 500 milhões de usuários. Agora todos sabem que Marck o traiu levando a maior parte das ações da empresa deixando-o apenas, no final de tudo, com 5% das ações (o que já rende uns bilhões).

Mas Eduardo não nega as origens tupiniquins. Foi um tal de “morde e assopra” no filme que ora dava vontade de matar aquele nerdzinho, estranho, traidor, ora dava pena. Eduardo nas suas declarações para o livro, com certeza aliviou a imagem do “amigo”, pois durante todo o filme, Marck era mostrado como um marginalizado com extrema dificuldade de manter relações sociais (quem diria, a vida tem senso de humor), mas também demonstrou a personalidade compulsiva e perturbada do garoto que levou um fora da namorada, encheu a cara e criou o Facebook na mesma noite.

Gostei tanto do filme que já li o primeiro capítulo gratuito do livro, “Bilionários por Acaso”, que está sendo distribuído nas livrarias. O que mais chamou minha atenção, além de entrar em contato com os bastidores sórdidos da criação do Facebook, foi a destreza do diretor em compactar (mesmo que o filme tenha durado 3 horas) todos os depoimento que o autor do livro conseguiu para escrevê-lo. Além de tornar a história hipnotizante, mesmo porque se alguém piscar naquele filme perde umas duas frases do protagonista. Os trejeitos, a fala rápida e a própria semelhança com Marck, fizeram da atuação de Jesse Eisenberg (“O Clube do Imperador”) digna de reconhecimento.

Na última quinta-feira (02) o filme “A rede social” já teve destaque ganhando prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor ator e melhor roteiro adaptado da Associação Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos. As especulações para o Oscar 2011 já começaram e os críticos de plantão já apostam nas chances do filme ser premiado, já que o reconhecimento dessa associação é um bom indicativo. No mais, vale a pena assistir a história de um nerd perturbado, mas esperto, que roubou a ideia de um colega de Harvard, adaptou, criou o Facebook e virou bilionário.

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