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Varadouro Groove Orchestra: Sinergia de ideias

15 nov

Marcondes Orange, Nildo Gonzales e Rayan Lins

Mesmo com o youtube, o twitter entre outras redes sociais que disseminam experiências musicais e culturais das mais variadas vertentes possíveis, a Varadouro Groove Orchestra conseguiu surpreender em vários aspectos. A proposta de juntar 10 baterias tocando simultaneamente, acompanhados de dois trombones, uma guitarra e um baixo é no mínimo inusitada.

A Orchestra nasceu de um projeto despretensioso de seus integrantes, com data marcada para terminar, em uma única apresentação. A abertura do Festival Mundo 2010 que aconteceu no último dia 13 de novembro, logo na entrada da Usina Cultural Energisa, com o propósito de recepcionar o público nas primeiras horas de festival, foi o palco da primeira apresentação do grupo. “Nos reunimos três meses atrás para começar os ensaios para esta apresentação única. Mas a repercussão na mídia nos leva a pensar em outras apresentações”, disse Nildo Gonzales, membro da orquestra.

Uma banda normal com bateria, baixo, guitarra, alguns metais e o vocalista até pode caber numa van ou “no porta-malas de qualquer celtinha”, como disse Rayan Lins, outro membro do grupo. Mas a verdade é que a logística para fazer acontecer uma apresentação da Varadouro, exige uma certa preparação antes. “A Varadouro Groove é nosso projeto paralelo. Todos os integrantes do grupo possuem outras ocupações. Mas qualquer produtor interessado em alguma apresentação nossa, é só se planejar com antecedência, afinal 10 baterias não cabem em qualquer carrinho”, disse Rayan.

Uma bateria incomoda muita gente, imagina 10. Quando questionados sobre o motivo de escolherem a bateria como carro chefe da orquestra, Nildo buscou explicação nos ancestrais. “A percussão está enraizada nas nossas origens, na identidade musical do nosso povo. Nossos descendentes africanos e indígenas é que nos deram isso. Além disso, todo mundo já fez muita coisa, mas juntar 10 baterias para formar o som de uma só é mais difícil”, explica o músico.

O groove e o varadouro de onde vieram? Perguntou esta jornalista que vos escreve. “Varadouro é o nome do bairro onde cidade nasceu e onde o grupo também nasceu. Além disso, grande parte dos membros do grupo trabalham, ensaiam e vivem mais no Varadouro do que em casa. O próprio Coletivo Mundo fica no Varadouro. Este bairro ainda se tornará o berço da cultura independente na Capital. E groove somos nós”, brincou Rayan.

Juntar mais de 10 músicos batucando ao mesmo tempo e conseguir atrair um público cativo parece impossível, mas para esta galera não pensa assim. “A música não precisa de tanta “firula” para agradar o público. A Varadouro Groove Orchestra está aí pra mostrar que qualquer criança pode tocar bateria, é simples, é música”. Com esta declaração de Nildo Gonzales terminamos esta matéria com os descontraídos membros da Varadouro Groove Orchestra. Abaixo segue o link da apresentação na abertura do Festival Mundo 2010.

1ª Apresentação da Varadouro Groove Orchestra, no Festival Mundo 2010

A Varadouro Groove Orchestra, Deu Post!

 

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A Retomada na cobertura do Festival Mundo 2010

15 nov

Após meses em hibernação, eis que o Deu Post ressurge em grande estilo. Se a proposta do blog é dialogar com cultura sob o olhar de uma jornalista no mínimo curiosa sobre o tema, não tinha lugar melhor para recomeçar do que o Festival Mundo 2010.

Além da própria intenção do evento que é reunir e servir de vitrine para as bandas do cenário alternativo da Paraíba e do Brasil, o que já é fascinante, existe a mágica de cobrir cultura que se configura uma tendência e uma vontade inicial deste despretensioso blog.

O evento em si proporciona uma ótima estrutura para facilitar qualquer cobertura jornalística, seja para site, blogs, jornais e até para televisão disponibilizando sala de imprensa, assessores competentes e organizados. Não deixa a desejar a nenhum outro festival. Mais um indício de que o Coletivo Mundo está se profissionalizando cada vez mais. E essa não é uma opinião só minha. Nas coletivas de imprensa que as bandas concediam aos jornalistas e blogueiros, o comentário era o mesmo.

Foto de ensaio da Varadouro Groove para o Festival

O Festival em si, para quem curte o cenário alternativo e fora do eixo, tudo é mágico. E para quem não curte também. Era só observar a diversidade de público presente. A abertura do evento trouxe a Varadouro Groove Orchestra, com 10 bateristas, que se juntaram com o único propósito de ensaiar para a ocasião. Mas o sucesso e a inovação foi tamanha que o projeto meteórico parece que vai ter vida longa. Em breve post sobre a Varadouro Groove Orchestra aqui no Deu Post.

Fora os shows com uma programação para agradar de pessoas metaleiras àquelas que curtem música instrumental, também vale a pena conferir a Exposição Coletiva de Artes V, além das projeções de vídeos do Tintin Mostra Mundo,  que unem imagem, apresentação de bandas e discotecagem ao vivo.

Realizado pelo Coletivo Mundo – que faz parte do Circuito Fora do Eixo – o Festival Mundo 2010, que está acontecendo entre os dias 13 e 15 de novembro, na Usina Cultural Energisa vai queimar a língua de muito paraibano despeitado com sua própria terra. Chegando a sua sexta edição, cada vez mais ganha espaço no imaginário coletivo da Capital. Além de estar fazendo jus à proposta de fomentar um mercado cultural independente local e criar espaços para consumo e circulação desta produção.

Festival Mundo 2010, Deu Post!